A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026, a Operação Marchand e prendeu mais três suspeitos de envolvimento no roubo de obras da Biblioteca Mário de Andrade.
A ação mira um grupo investigado por furtar peças históricas em dezembro de 2025 e por tentar recolocar o material no mercado clandestino de arte.
Segundo a investigação, houve mandados em endereços de São Paulo e do Rio de Janeiro, com foco em pessoas e estabelecimentos ligados a leilões.
O que este artigo aborda:
- O que aconteceu na operação desta sexta
- Quem são os investigados e qual a suspeita
- Relembre o ataque à Biblioteca Mário de Andrade
- Por que o caso ganhou nova dimensão
O que aconteceu na operação desta sexta
De acordo com a Operação Marchand com três prisões temporárias e 11 buscas, os investigadores avançaram sobre a rede suspeita de ocultar e intermediar as obras.
A ofensiva foi conduzida pela Cerco, unidade da 1ª Seccional do Decap, sob comando do delegado Ronald Quene, conforme a apuração divulgada nesta tarde.
Durante o cumprimento dos mandados, policiais apreenderam quadros sem comprovação de procedência e celulares que agora passarão por perícia.
- 3 mandados de prisão temporária
- 11 mandados de busca e apreensão
- Ações em São Paulo e no Rio de Janeiro
- Alvos ligados a leilões e comércio de arte
Quem são os investigados e qual a suspeita
A polícia aponta que o grupo não teria atuado só no roubo, mas também na ocultação das peças e na tentativa de venda ilegal.
Entre os nomes citados na investigação está Laessio Rodrigues de Oliveira, apontado como mentor intelectual do esquema e descrito pelas autoridades como figura central do caso.
Outros investigados mencionados são Regiane Rodrigues da Silva e Carlos Leandro Ferreira da Silva, também alvos da apuração em andamento.
Segundo a linha investigativa que aponta o suposto mentor do roubo, a estrutura criminosa teria divisão de funções para furtar, esconder e negociar o patrimônio.
- Roubo das obras
- Ocultação do material
- Intermediação da venda
- Tentativa de inserção no mercado clandestino
Relembre o ataque à Biblioteca Mário de Andrade
O crime ocorreu na manhã de 7 de dezembro de 2025, no centro da capital, dentro de uma das instituições culturais mais tradicionais do país.
Na ocasião, segundo a polícia, dois homens armados renderam uma vigilante e visitantes antes de fugir em direção ao metrô Anhangabaú.
Foram levadas 13 peças, incluindo oito gravuras da série “Jazz”, de Henri Matisse, e cinco gravuras de Candido Portinari.
As obras integravam uma mostra realizada em parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o que ampliou o peso simbólico do caso.
Por que o caso ganhou nova dimensão
A nova fase da investigação desloca o foco do furto para a cadeia de circulação das peças, elo decisivo em crimes contra patrimônio cultural.
Ao mirar leilões, comerciantes e intermediários, a polícia tenta identificar como obras públicas poderiam ser absorvidas por circuitos paralelos.
O avanço desta sexta sugere que o caso deixou de ser tratado apenas como roubo isolado e passou a ser investigado como operação estruturada.
- Localizar todas as obras desaparecidas
- Periciar celulares e quadros apreendidos
- Mapear compradores e intermediários
- Identificar novos envolvidos
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