A Prefeitura de São Paulo ampliou a rede pública de internet em áreas periféricas e informou que o programa WiFi Livre SP Comunidades já opera com 3.200 pontos de acesso espalhados pela capital.
Segundo a administração municipal, a estrutura acumulou 763,4 milhões de acessos desde 2024 e atingiu todas as regiões da cidade, com prioridade para bairros de maior vulnerabilidade social.
O anúncio foi feito após a publicação de que o programa já cobre todas as regiões da capital, em mais um movimento da gestão para reforçar inclusão digital.
O que este artigo aborda:
- Como funciona a nova cobertura
- Bairros com maior demanda diária
- Disponibilidade da rede e impacto social
Como funciona a nova cobertura
Os pontos ficam em espaços públicos e áreas residenciais de comunidades onde muitas famílias ainda enfrentam dificuldade para manter internet fixa em casa.
De acordo com a Prefeitura, cada ponto usa conexão dedicada de 600 Mbps e foi dimensionado para suportar até 150 usuários simultaneamente.
A rede é usada para estudo, busca de emprego, acesso a serviços públicos, cursos on-line, comunicação e navegação em plataformas digitais.
- Conexão gratuita em áreas periféricas
- Uso voltado a estudo e serviços públicos
- Capacidade para 150 usuários por ponto
A gestão municipal também divulgou um mapa com a localização dos equipamentos, permitindo consulta pública dos endereços contemplados.
Bairros com maior demanda diária
Os dados mais recentes indicam concentração de acessos em bairros da Zona Leste e de regiões periféricas com histórico de menor conectividade privada.
Entre os locais com mais conexões diárias, aparecem Jardim Helena, Jardim Peri e Jardim São Carlos, segundo o balanço oficial.
- Jardim Helena: 19.068 acessos diários
- Jardim Peri: 18.703 acessos diários
- Jardim São Carlos: 16.153 acessos diários
A Prefeitura afirma que esse padrão confirma maior demanda justamente em áreas onde o acesso à infraestrutura digital historicamente foi mais limitado.
Em outra frente recente da gestão, o município também destacou que o Aquático-SP superou 1,1 milhão de passageiros, sinalizando aposta em políticas de infraestrutura com foco territorial.
Disponibilidade da rede e impacto social
O município informou ainda que o sistema opera com taxa de indisponibilidade inferior a 0,2%, o equivalente a 56 equipamentos temporariamente offline para manutenção.
Na prática, isso significa operação quase integral da rede em uma malha extensa, distribuída por todas as regiões da cidade.
O perfil de uso mostra média de 6,5 MB de download e 1 MB de upload por acesso, com predominância de consumo de conteúdo e aplicativos de mensagens.
- Moradores acessam internet perto de casa
- Reduzem gasto com conectividade móvel
- Ganham acesso a estudo, trabalho e serviços
A ampliação ocorre em um momento em que a Prefeitura tenta associar conectividade, mobilidade e serviços urbanos. Em outra iniciativa recente, anunciou R$ 42 milhões para ampliar o programa de saúde visual nas escolas.
Com isso, a inclusão digital passa a ser tratada pela gestão como instrumento de acesso a direitos básicos, sobretudo nas bordas da capital.
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