A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em segundo turno o projeto do prefeito Ricardo Nunes que reajusta em 3,51% os salários dos servidores públicos municipais. O texto passou por 35 votos a 16 e segue para sanção.
A proposta divide o pagamento em duas parcelas. A primeira, de 2%, vale desde 1º de maio de 2026. A segunda, de 1,48%, está prevista para maio de 2027.
Segundo o Legislativo paulistano, o Projeto de Lei 354/2026 foi aprovado em segunda e definitiva votação na sessão de 13 de maio, após semanas de pressão de categorias do funcionalismo.
O que este artigo aborda:
- Como fica o reajuste dos servidores
- Greve na educação mantém pressão política
- O que acontece a partir de agora
Como fica o reajuste dos servidores
O índice de 3,51% foi calculado com base no IPC-Fipe acumulado entre abril de 2025 e março de 2026. A medida alcança servidores ativos, aposentados e pensionistas com paridade.
Também serão corrigidos no mesmo percentual os valores do auxílio-refeição e do vale-refeição. A prefeitura estima impacto anual superior a R$ 1,1 bilhão na folha.
Em comunicado oficial, a gestão municipal afirmou que o impacto supera R$ 1,1 bilhão por ano e que a segunda parcela poderá ser antecipada se houver disponibilidade orçamentária.
- Reajuste total: 3,51%
- Primeira parcela: 2% em maio de 2026
- Segunda parcela: 1,48% em maio de 2027
- Beneficiados: ativos, aposentados e pensionistas com paridade
Greve na educação mantém pressão política
A aprovação não encerrou o conflito com os profissionais da educação municipal. Sindicatos consideraram o índice insuficiente e mantiveram a greve após a votação final na Câmara.
A reação mais dura veio dos docentes, que pedem recomposição maior e denunciam sobrecarga nas escolas. O tema ampliou a tensão política em pleno ano eleitoral municipal já em preparação.
Reportagem publicada pela Folha mostrou que os professores mantiveram a paralisação e criticaram o parcelamento do aumento em dois anos.
- Sindicatos cobraram índice acima da inflação
- Professores rejeitaram o parcelamento
- Novos atos públicos foram convocados após a votação
O que acontece a partir de agora
Com a aprovação em definitivo, o próximo passo é a sanção de Ricardo Nunes. Só depois disso o reajuste ganha forma legal completa e entra na rotina administrativa do município.
O projeto também inclui mudanças ligadas à legislação dos profissionais da educação municipal e ajustes sobre concursos no quadro da área. Esse trecho deve continuar sob acompanhamento sindical.
No curto prazo, o centro da disputa deixa de ser apenas legislativo e passa a ser fiscal e político. A antecipação da segunda parcela dependerá da arrecadação e do espaço no orçamento.
- Sanção do prefeito
- Implementação da primeira parcela
- Acompanhamento fiscal da segunda parcela
- Negociação contínua com categorias em greve
Para a capital, o reajuste aprovado evita vazio administrativo, mas não elimina a insatisfação do funcionalismo. O embate deve continuar influenciando educação, contas públicas e mobilização sindical nas próximas semanas.
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