A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, a Operação SP Advocacia Mais Segura para desmontar uma quadrilha acusada de aplicar o golpe do falso advogado.
A ofensiva ocorreu em parceria com a OAB-SP e, segundo a CNN Brasil, já resultou na prisão de oito pessoas na capital paulista.
As investigações indicam que o grupo movimentou cerca de R$ 10 milhões em seis meses, entre outubro de 2025 e abril de 2026, com vítimas em diferentes estados.
O que este artigo aborda:
- Como funcionava o esquema investigado
- Números da operação em São Paulo
- Por que o caso acende alerta
- O que acontece a partir de agora
Como funcionava o esquema investigado
De acordo com a apuração policial, os criminosos entravam em contato com pessoas que tinham ações judiciais em andamento e diziam que havia dinheiro a receber.
O passo seguinte era exigir pagamentos antecipados, sob a justificativa de liberar valores, quitar custas ou cobrir taxas processuais supostamente urgentes.
Para ganhar credibilidade, o grupo usava nomes reais de advogados, referências a escritórios e até falsas decisões judiciais com aparência profissional.
- Contato por telefone e aplicativos de mensagens
- Uso indevido de identidade de advogados
- Envio de documentos falsos
- Pedido de transferência bancária imediata
Números da operação em São Paulo
A ação desta terça cumpre 26 mandados judiciais, sendo 10 de prisão temporária, 15 de busca e apreensão e ordens de sequestro de bens e valores.
Segundo os investigadores, ao menos 12 vítimas já foram identificadas. Um morador de São José do Rio Preto perdeu R$ 35 mil após acreditar nas mensagens dos golpistas.
A operação mobiliza 70 policiais civis e 25 viaturas em cidades do interior, da capital e do litoral paulista.
Conforme a cobertura da CNN, uma das investigadas teria movimentado mais de R$ 3 milhões sem comprovação de origem lícita, o que reforçou a suspeita de lavagem de dinheiro.
Por que o caso acende alerta
O golpe não depende de invasão física nem de violência direta. Ele explora a ansiedade de quem espera uma decisão judicial ou a liberação de valores.
Esse tipo de fraude também mostra como organizações criminosas passaram a combinar dados públicos, falsificação documental e recursos tecnológicos para aumentar a taxa de sucesso.
Em alguns episódios, segundo a investigação, houve até reprodução artificial de voz para simular o contato de profissionais reais da advocacia.
- Desconfie de cobrança inesperada
- Confirme dados com o escritório por canais oficiais
- Não faça PIX sob pressão
- Guarde mensagens e comprovantes
O que acontece a partir de agora
O trabalho é coordenado pelo Centro de Inteligência Policial da delegacia seccional de Rio Preto, que tenta conectar o grupo a outros registros do mesmo golpe.
Os presos poderão responder por estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa, enquanto a polícia busca ampliar o mapeamento das vítimas.
A orientação da OAB é objetiva: qualquer pedido de transferência deve ser confirmado diretamente com o advogado por canais habituais, sem decisões apressadas.
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