terça-feira, 02 de junho de 2026
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São Paulo aprova projeto para endurecer combate à poluição sonora

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[email protected] EM 22 DE MAIO DE 2026, ÀS 13:44
Publicado por [email protected] em 22 de maio de 2026 às 13:44. Atualizado em 22 de maio de 2026 às 13:44.

A Prefeitura de São Paulo enviou à Câmara Municipal um projeto que amplia o alcance do PSIU e endurece a resposta contra poluição sonora na capital.

A proposta inclui fiscalização em residências, cria blitze ostensivas e permite interdição imediata de estabelecimentos ligados a práticas ilícitas, como caça-níqueis e venda irregular de bebidas.

Segundo a gestão Ricardo Nunes, o texto foi protocolado na quinta-feira, 21 de maio, e atualiza a Lei 16.402/2016 diante do avanço de queixas sobre festas, obras e “adegas”.

O que este artigo aborda:

O que muda no projeto enviado por Ricardo Nunes

A principal novidade é a inclusão de imóveis residenciais na fiscalização do PSIU, algo que hoje não está previsto nas regras atuais do programa.

Se aprovado, o projeto permitirá multar festas, reuniões e comemorações particulares com barulho excessivo entre 22h e 7h.

O texto também autoriza operações de rua com equipes dedicadas, chamadas de “Blitze do PSIU”, para atendimento mais rápido em áreas com reincidência.

  • Fiscalização de barulho em casas e apartamentos
  • Blitze ostensivas em pontos críticos
  • Fechamento imediato de locais com atividade ilícita
  • Novas exigências para obras barulhentas

Adegas, obras e bares entram no foco da nova ofensiva

A prefeitura afirma que a proposta mira especialmente pontos com aglomeração noturna e som alto, cenário frequentemente associado a adegas irregulares em bairros periféricos.

De acordo com o texto oficial, o projeto prevê interdição imediata de estabelecimentos flagrados em situações ligadas à criminalidade, sem a etapa prévia de advertência em alguns casos.

Obras com ruído excessivo também passam a enfrentar regras mais duras, sobretudo no período noturno e em situações sem comprovação de adequação acústica.

Hoje, em muitos casos, a fiscalização começa com aviso e só depois evolui para medidas mais severas, como fechamento administrativo.

  1. O projeto foi enviado pelo Executivo
  2. A Câmara Municipal deve analisar o texto
  3. Vereadores podem propor mudanças
  4. A nova regra só entra em vigor se houver aprovação

Próximos passos e impacto político na cidade

A proposta chega num momento de pressão sobre a gestão municipal por respostas mais rápidas a reclamações de perturbação do sossego.

A discussão também ganhou força após a Justiça derrubar flexibilizações anteriores sobre ruído em eventos autorizados, como mostrou a cobertura divulgada nesta sexta-feira, 22 de maio.

Para moradores, o efeito prático pode ser uma resposta mais rápida a denúncias. Para comerciantes e organizadores de eventos, cresce o risco de autuação e fechamento.

O debate agora será sobre equilíbrio: ampliar o sossego urbano sem abrir brecha para excesso de fiscalização ou insegurança jurídica em bairros com vida noturna intensa.

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