quarta-feira, 10 de junho de 2026
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São Paulo aprova projeto que endurece punições contra barulho urbano

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[email protected] EM 5 DE JUNHO DE 2026, ÀS 19:41
Publicado por [email protected] em 5 de junho de 2026 às 19:41. Atualizado em 5 de junho de 2026 às 19:41.

A Prefeitura de São Paulo abriu uma nova frente de disputa sobre barulho urbano ao enviar à Câmara Municipal um projeto que amplia os poderes do PSIU e endurece punições contra imóveis e estabelecimentos com perturbação sonora.

A proposta foi anunciada em 21 de maio e ganhou relevância nesta semana porque atinge três focos sensíveis da capital: “adegas”, obras barulhentas e festas em residências.

Segundo a gestão municipal, o texto prevê fechamento imediato de locais ligados a atividades ilícitas e cria um modelo mais agressivo de fiscalização sonora.

O que este artigo aborda:

O que muda no projeto do PSIU

Hoje, o PSIU já atua no controle de ruídos em atividades urbanas.

Com o novo projeto, a Prefeitura quer ampliar esse alcance.

O texto inclui fiscalização em imóveis residenciais quando o barulho for audível da rua entre 22h e 7h.

Também autoriza blitze ostensivas, com viaturas caracterizadas, em áreas com maior volume de reclamações.

  • Interdição imediata em casos ligados a ilícitos
  • Fiscalização de festas em casas
  • Regras mais rígidas para obras ruidosas
  • Multas progressivas e possibilidade de fechamento

Por que as “adegas” entraram no foco

A gestão municipal associa parte das chamadas “adegas” a aglomeração, som alto, venda irregular e perturbação do sossego.

Pela proposta, a interdição poderá ocorrer a partir de constatação da Guarda Civil Metropolitana ou de autoridades policiais.

Na prática, a Prefeitura tenta reduzir o tempo entre a denúncia e a resposta operacional.

Esse ponto mira endereços com queixas recorrentes em bairros residenciais e corredores comerciais da capital.

  • Som alto em via pública
  • Venda sem nota fiscal, segundo a proposta
  • Ocorrências repetidas de perturbação
  • Apoio de forças de segurança nas ações

Impacto para moradores e setor da construção

O projeto não atinge apenas comércio noturno.

Moradores poderão ser advertidos e multados por festas e reuniões particulares com ruído excessivo durante a madrugada.

Nas obras, o texto estabelece que serviços embargados por barulho só sejam retomados após correção da irregularidade e comprovação formal de adequação acústica.

Isso amplia a pressão sobre construtoras e organizadores de eventos privados em áreas densamente ocupadas.

  1. Denúncia ou flagrante inicia a apuração
  2. Pode haver orientação ou advertência inicial
  3. Em reincidência, as multas sobem
  4. Nos casos graves, pode haver interdição

Contexto político e urbano em São Paulo

O projeto ainda depende de debate e votação na Câmara Municipal.

Se aprovado, ele atualiza a Lei nº 16.402, de 2016, citada pela Prefeitura como base da reformulação.

O avanço da proposta ocorre enquanto a cidade amplia intervenções urbanas e de mobilidade, como a instalação de 2 mil novos pontos de ônibus, num cenário de pressão simultânea por ordem urbana e melhoria do espaço público.

O resultado prático dependerá da redação final aprovada e da capacidade de fiscalização permanente nos bairros.

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