A Prefeitura de São Paulo abriu consulta pública para conceder e revitalizar o Complexo Roosevelt, no centro da capital. A proposta combina obras, zeladoria, segurança e programação cultural permanente.
O projeto foi apresentado em 4 de junho de 2026 e prevê investimentos diretos de R$ 8,05 milhões, além de R$ 38,4 milhões em manutenção, custeio e segurança ao longo da operação.
Segundo a administração municipal, a audiência pública virtual está marcada para 17 de junho, às 10h, enquanto sugestões podem ser enviadas até 1º de julho.
O que este artigo aborda:
- O que muda no Complexo Roosevelt
- Conexão com o Parque Augusta e reforço de segurança
- Estacionamento, receitas e próximos passos
O que muda no Complexo Roosevelt
A concessão prevê requalificação da Praça Roosevelt e de áreas associadas, sem fechamento total ou parcial da praça para eventos privados.
Esse ponto é central na modelagem. A prefeitura afirma que o acesso livre e gratuito permanecerá garantido durante toda a vigência contratual.
Entre as intervenções previstas estão obras de drenagem, reforma do pergolado, recuperação de dois quiosques e ampliação do cachorródromo.
O Belvedere Roosevelt, entregue em 2023, também ficará sob conservação da futura concessionária.
- Reforma estrutural da praça
- Melhorias de drenagem
- Recuperação de quiosques
- Ampliação do espaço para cães
Conexão com o Parque Augusta e reforço de segurança
Um dos eixos mais relevantes do projeto é a ligação direta entre a Praça Roosevelt e o Parque Augusta pela Rua Gravataí.
A via deverá receber arborização, jardins de chuva, nova iluminação e mobiliário urbano. A meta é transformar o trajeto em corredor verde para pedestres.
No chamado Baixo do Viaduto, o plano inclui iluminação específica e instalação de câmeras de segurança.
Essa diretriz se conecta ao avanço recente do monitoramento urbano. A prefeitura informou nesta semana que o Smart Sampa já alcançou 3 mil ocorrências com veículos apreendidos desde novembro de 2024.
- Rua Gravataí requalificada
- Mais iluminação pública
- Câmeras em pontos estratégicos
- Integração entre lazer e circulação
Estacionamento, receitas e próximos passos
Outro ponto sensível é a reabertura do estacionamento subterrâneo ao público, hoje restrito a agentes públicos. O uso será pago.
A prefeitura estima que a concessão tenha outorga inicial mínima de R$ 2.962.718, além de parcela variável entre 10% e 20% da receita operacional bruta.
O contrato também exigirá agenda contínua de atividades socioculturais, educacionais, esportivas e recreativas, tentando preservar a vocação histórica da praça.
- Consulta pública aberta
- Audiência virtual em 17 de junho
- Recebimento de contribuições até 1º de julho
- Publicação do edital final depois da análise técnica
O anúncio ocorre num momento em que a administração municipal tenta associar revitalização urbana a inovação operacional. No fim de maio, a CET destacou a expansão de semáforos inteligentes e da Faixa Azul como parte dessa estratégia na capital.
Se a proposta avançar sem mudanças profundas, a Praça Roosevelt deve se tornar um teste decisivo para o modelo paulistano de concessão de espaços públicos em áreas centrais.
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