terça-feira, 02 de junho de 2026
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São Paulo aprova projeto que endurece punições contra ruídos excessivos

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[email protected] EM 28 DE MAIO DE 2026, ÀS 12:42
Publicado por [email protected] em 28 de maio de 2026 às 12:42. Atualizado em 28 de maio de 2026 às 12:42.

A Prefeitura de São Paulo enviou à Câmara Municipal um projeto que amplia o poder de fiscalização do PSIU e endurece punições contra ruído excessivo, adegas irregulares e festas em imóveis residenciais.

O texto foi protocolado em 21 de maio de 2026 e prevê fechamento imediato de estabelecimentos ligados a atividades ilícitas, além de novas blitze ostensivas em áreas com queixas recorrentes.

A medida abre um novo capítulo na política de silêncio urbano da capital e mira pontos que hoje concentram reclamações de moradores em vários bairros paulistanos.

O que este artigo aborda:

O que muda com o projeto enviado à Câmara

Segundo a Prefeitura, o projeto amplia o poder de fiscalização do PSIU e atualiza regras hoje baseadas na Lei 16.402 de 2016.

Um dos pontos centrais é a possibilidade de interdição imediata de locais flagrados em situações associadas a contravenções ou criminalidade.

Entre os exemplos citados pela gestão municipal estão máquinas caça-níqueis, venda de bebidas sem nota fiscal e estabelecimentos que funcionem com perturbação recorrente do sossego.

  • Fechamento imediato em casos graves
  • Blitze do PSIU em regiões críticas
  • Fiscalização ampliada para casas e festas
  • Novas regras para obras barulhentas

Festas em casas entram no radar da fiscalização

A principal novidade é a inclusão de imóveis residenciais na política de controle de ruído, algo que hoje não faz parte da atuação regular do programa.

Pela proposta, festas, reuniões e comemorações particulares com barulho audível da rua entre 22h e 7h poderão receber advertência e multa.

Na prática, a Prefeitura tenta responder a um tipo de ocorrência que costuma gerar atrito entre vizinhos e pedidos frequentes de atendimento pelo sistema municipal.

No portal oficial da administração, a cidade mantém o canal SP 156 para registrar reclamações e solicitações, inclusive sobre perturbação e serviços urbanos.

  • Advertência inicial
  • Multas progressivas
  • Fechamento ou embargo em reincidência
  • Barreiras físicas em descumprimento reiterado

Blitzes, plantão e impacto político da proposta

O projeto também prevê esquema de plantão para ocorrências urgentes e operações integradas entre fiscais da Prefeitura e forças de segurança pública.

As chamadas “Blitze do PSIU” devem usar viaturas caracterizadas para circular em áreas com maior volume de reclamações, reforçando presença ostensiva e capacidade de resposta.

Outro eixo atinge a construção civil. Obras com ruído excessivo, especialmente à noite, poderão ser embargadas até comprovação formal de adequação acústica.

A movimentação ocorre enquanto a Prefeitura também executa outras ações de mobilidade e requalificação urbana, como a instalação de 2 mil novos pontos de ônibus na capital.

  1. O texto ainda depende de tramitação na Câmara
  2. Vereadores podem alterar trechos do projeto
  3. As novas regras só valerão após aprovação e sanção

Se avançar sem grandes mudanças, a proposta tende a endurecer a resposta municipal contra ruído urbano e ocupações irregulares em uma agenda sensível para 2026.

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