quarta-feira, 10 de junho de 2026
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São Paulo: Polícia Civil lança Operação Contrafeixe com 19 mandados

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[email protected] EM 10 DE JUNHO DE 2026, ÀS 18:44
Publicado por [email protected] em 10 de junho de 2026 às 18:44. Atualizado em 10 de junho de 2026 às 18:44.

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, a Operação Contrafeixe contra a cadeia de receptação ligada aos roubos conhecidos como “quebra-vidros”.

A ação cumpre 19 mandados de busca e apreensão na capital e mobiliza cerca de 50 policiais civis, segundo a CNN Brasil.

O foco não está apenas nos assaltantes que quebram vidros de carros em congestionamentos, mas em quem recebe, desbloqueia e revende os aparelhos no mercado clandestino.

O que este artigo aborda:

Como funciona o esquema investigado

As investigações apontam uma estrutura criminosa voltada à circulação de celulares roubados e furtados em diferentes pontos da cidade.

De acordo com a apuração policial, os criminosos atacavam veículos parados no trânsito, retiravam os aparelhos e repassavam o material para receptadores especializados.

Essa etapa elevava o lucro do grupo, porque celulares desbloqueados têm valor maior e podem ser usados em fraudes financeiras contra as vítimas.

  • Roubo de aparelhos em carros parados
  • Envio dos celulares para receptadores
  • Desbloqueio dos dispositivos
  • Acesso a dados e aplicativos bancários
  • Revenda no mercado ilegal

Crimes apurados e estrutura da operação

A ofensiva é conduzida pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio, ligada ao Deic.

Além dos policiais, a operação utiliza cerca de 22 viaturas para cumprir diligências em endereços ligados aos investigados, conforme relato publicado pelo UOL.

Segundo a polícia, os alvos podem responder por associação criminosa, roubo, furto, receptação e furto eletrônico.

O nome Contrafeixe faz referência à interceptação de comunicações inimigas na Segunda Guerra, numa alusão ao trabalho de rastrear a rede por trás dos ataques.

  1. Identificação dos pontos de maior incidência
  2. Mapeamento da cadeia de receptação
  3. Cumprimento dos mandados na capital
  4. Coleta de provas sobre desbloqueio e revenda

SP Mobile entra no centro da estratégia

A ofensiva desta quarta também reforça a estratégia do programa estadual SP Mobile, voltado ao rastreamento de celulares por IMEI.

O sistema cruza boletins de ocorrência com dados das operadoras para localizar aparelhos roubados que voltaram a ser ativados por terceiros.

Segundo a SSP, o fluxo do programa inclui intimação do usuário do aparelho ativo, diligências em caso de ausência e posterior devolução ao dono original.

A própria Prefeitura destacou neste mês que a capital registrou os menores índices criminais da história no primeiro quadrimestre de 2026, cenário usado pelo poder público para defender ações integradas.

Por que a operação importa para a cidade

O “quebra-vidros” virou um dos crimes urbanos mais visíveis de São Paulo por atingir motoristas em congestionamentos e corredores viários de grande circulação.

Ao mirar a receptação, a polícia tenta enfraquecer o elo que transforma o roubo em negócio lucrativo.

Se houver apreensão de aparelhos, a próxima etapa será a análise de dados, identificação de novos envolvidos e eventual devolução dos celulares recuperados às vítimas.

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