A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, a Operação Contrafeixe contra a cadeia de receptação ligada aos roubos conhecidos como “quebra-vidros”.
A ação cumpre 19 mandados de busca e apreensão na capital e mobiliza cerca de 50 policiais civis, segundo a CNN Brasil.
O foco não está apenas nos assaltantes que quebram vidros de carros em congestionamentos, mas em quem recebe, desbloqueia e revende os aparelhos no mercado clandestino.
O que este artigo aborda:
- Como funciona o esquema investigado
- Crimes apurados e estrutura da operação
- SP Mobile entra no centro da estratégia
- Por que a operação importa para a cidade
Como funciona o esquema investigado
As investigações apontam uma estrutura criminosa voltada à circulação de celulares roubados e furtados em diferentes pontos da cidade.
De acordo com a apuração policial, os criminosos atacavam veículos parados no trânsito, retiravam os aparelhos e repassavam o material para receptadores especializados.
Essa etapa elevava o lucro do grupo, porque celulares desbloqueados têm valor maior e podem ser usados em fraudes financeiras contra as vítimas.
- Roubo de aparelhos em carros parados
- Envio dos celulares para receptadores
- Desbloqueio dos dispositivos
- Acesso a dados e aplicativos bancários
- Revenda no mercado ilegal
Crimes apurados e estrutura da operação
A ofensiva é conduzida pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio, ligada ao Deic.
Além dos policiais, a operação utiliza cerca de 22 viaturas para cumprir diligências em endereços ligados aos investigados, conforme relato publicado pelo UOL.
Segundo a polícia, os alvos podem responder por associação criminosa, roubo, furto, receptação e furto eletrônico.
O nome Contrafeixe faz referência à interceptação de comunicações inimigas na Segunda Guerra, numa alusão ao trabalho de rastrear a rede por trás dos ataques.
- Identificação dos pontos de maior incidência
- Mapeamento da cadeia de receptação
- Cumprimento dos mandados na capital
- Coleta de provas sobre desbloqueio e revenda
SP Mobile entra no centro da estratégia
A ofensiva desta quarta também reforça a estratégia do programa estadual SP Mobile, voltado ao rastreamento de celulares por IMEI.
O sistema cruza boletins de ocorrência com dados das operadoras para localizar aparelhos roubados que voltaram a ser ativados por terceiros.
Segundo a SSP, o fluxo do programa inclui intimação do usuário do aparelho ativo, diligências em caso de ausência e posterior devolução ao dono original.
A própria Prefeitura destacou neste mês que a capital registrou os menores índices criminais da história no primeiro quadrimestre de 2026, cenário usado pelo poder público para defender ações integradas.
Por que a operação importa para a cidade
O “quebra-vidros” virou um dos crimes urbanos mais visíveis de São Paulo por atingir motoristas em congestionamentos e corredores viários de grande circulação.
Ao mirar a receptação, a polícia tenta enfraquecer o elo que transforma o roubo em negócio lucrativo.
Se houver apreensão de aparelhos, a próxima etapa será a análise de dados, identificação de novos envolvidos e eventual devolução dos celulares recuperados às vítimas.
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